"O doce sabor da tradição exportado com sucesso para 10 países"

 

A dois passos do oceano Atlântico, na zona mais oeste de Portugal, mais concretamente na aldeia do Barril, freguesia da Encarnação, nasceu Carlos Gonçalves que cedo despertou para o negócio da pastelaria. Na sua empresa, fomos recebidos por Ricardo Gonçalves, seu filho e diretor comercial da empresa qure foi fundada em 1983.

Ricardo Gonçalves refere que a Confeitaria Carlos Gonçalves mantém “ o doce sabor da tradição” e o requinte dos seus produtos através de receitas elaboradas a partir de matérias primas minuciosamente seleccionadas de acordo com elevados padrões de qualidade, cumprindo escrupulosamente os pressupostos das normas ISO 9001:2008 e  ISO 2200:2005, pelas quais é certificada. Aliando o progresso e a inovação à forma tradicional de fazer as melhores bolachas e biscoitos, a empresa está presente em toda a rede de grande distribuição com a sua marca ou sob a forma de marcas próprias dos clientes”. O sucesso alcançado pela aposta e tenacidade do casal Gonçalves, deu os seus frutos. 

Estamos perante uma empresa que promove, e bem, o emprego local, com uma moderna e ampla fábrica empregando 105 pessoas e que vê a segunda geração da família a abraçar o projeto familiar. O Ricardo, com responsabilidades comerciais, e sua irmã Mónica, na direção de produção, onde todos os dias em dois turnos laborais, se produz uma grande variedade de bolachas e biscoitos.

A Confeitaria Carlos Gonçalves foi fundada pelo seu pai. Conte-nos a história resumidamente.

O meu pai começou no negócio de revenda de pão enveredando depois mais tarde para fabrico de pastelaria fresca na garagem da nossa casa, mas depressa evoluímos e hoje temos mais de 10 mil m2 de área coberta. 

A nossa produção atual engloba uma vasta gama de pastelaria industrial, com cerca de 30 referências. Estas 30 podem ser agrupadas em 5 categorias distintas como folhados (palmiers e laços), biscoitos secos simples (lagartos, preciosas, supremas, manteiguinhas, areias, línguas de veado e de línguas gato, etc.) e onde também se inclui a mais recente linha gourmet de biscoitos de Gengibre e de Amêndoa; biscoitos secos raiados (supremas de chocolate); biscoitos recheados com chocolate (churritos e ondas), bolos húmidos onde se inserem as mini queijadas de laranja, cenoura e amêndoa e a broa Castelar, uma das mais apreciadas iguarias da Confeitaria Carlos Gonçalves.

Em termos de vendas, o “palmier” reina no ranking produtivo e é o nosso principal produto. No entanto, e tendo em conta a nossa aposta no mercado externo, estamos a direcionar-nos muito para uma linha de produtos para exportação, com embalagens inovadoras, práticas e extremamente apelativas.

Hoje vendem em toda a cadeia da grande distribuição e já exportam, atendendo que a uma unida fabril desta dimensão e ao número de funcionários, aqui produzem-se algumas toneladas de bolos

Hoje estamos presente em todas as cadeias de hipermercados e grande distribuição e lojas francas dos aeroportos nacionais, com a linha gourmet. Em termos de exportação, há mais de 20 anos que nos encontramos no mercado espanhol, que desde sempre foi o nosso principal mercado, tendo em conta a procura que ainda existe nos mercados tradicionais. Para além de Espanha, exportamos ainda para França, Polónia, EUA, Angola e Canadá. Este último tornou-se um dos mais importantes e principais mercados, pois fazemos alguns artigos de marca própria de uma grande cadeia de supermercados. 

Encontramo-nos neste momento em negociações no Brasil com um parceiro local, e a breve tempo, iniciaremos também nesse país a entrada dos nossos produtos.

A exportação representa atualmente 9% do volume de negócios, embora a pretensão de crescer e de aumentar este número seja um dos nos nossos objetivos para os próximos anos. Um acréscimo do volume de negócios acima de 5% no ano transato reforça a vontade de continuar a crescer porque produzimos com qualidade, diversidade e possuímos excelente capacidade de resposta em termos produtivos. 

Temos cinco linhas de produção e dois turnos laborais, elaborando muitas das marcas da grande distribuição que o cliente encontra no linear dos supermercados. 

Já vão ao SISAB PORTUGAL há algumas edições não é verdade?

Já estivemos presentes em algumas edições: a última foi há três anos. Não somos presença assídua, embora já tenhamos tido alguns negócios. Procuramos cada vez mais uma feira que nos traga diversidade de contactos que vá além do mercado da saudade, já que o que produzimos é mais vendido fora deste segmento.

Fonte: MundoPortugues.org